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Em
1901, veio para a Europa, quando este continente ainda não
conhecia o tango. Três anos mais tarde, regressa à Argentina,
fazendo espectáculos com a esposa. Em 1910, alcança
grande sucesso tornando-se definitivamente um dançarino
profissional.
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Viaja
então, em 1913, para França, já como profissional
do tango. Depois de passar três anos em Nova Iorque volta
para Buenos Aires. Na década
de 20, viaja novamente para Paris, onde ganha, com a sua parceira
Jazmíno, o Campeonato Mundial de Danças Modernas,
concorrendo com 150 casais. Mais tarde, com a alemã Edith
Peggy, percorreu toda a Europa e, em 1930, retorna definitivamente à Argentina
para actuar durante mais alguns anos. Existe
uma história, não confirmada, de que, em 1924, Aín
terá dançado para o Papa Pio XI, ao som do tango
"Avé Maria",
de Francisco Y Juan Canaro, tendo como parceira uma bibliotecária
da embaixada. Com música e passos extremamente suaves, conseguiu
impedir a proibição do tango por parte da Igreja.
Embora Aín tenha declarado numa entrevista que dançou
para o Papa, algumas fontes referem que foram realizadas buscas
na documentação do Vaticano e nada foi encontrado
a tal respeito.
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